<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Crônicas do dia a dia ]]></title><description><![CDATA[Portal de entrada para um pouco do que eu faço, meus textos, crônicas e livros. Aqui você também encontra meu podcast e alguns artigos de jornais e revistas, especialmente relacionados às pautas femininas e também a minha versão mentora de carreiras]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!XFeb!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F2af6f054-56a0-4bac-8a52-aaa1dfb5e7f7_1080x1080.png</url><title>Crônicas do dia a dia </title><link>https://www.renataseldin.com.br</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Sat, 06 Jun 2026 00:27:36 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://www.renataseldin.com.br/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Renata Seldin]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[renataseldin@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[renataseldin@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Renata Seldin]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Renata Seldin]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[renataseldin@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[renataseldin@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Renata Seldin]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Quem sou eu e quem é você?]]></title><description><![CDATA[Uma cr&#244;nica sobre reinven&#231;&#227;o, identidade e as perguntas que confundem at&#233; o algoritmo do Instagram]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/quem-sou-eu-e-quem-e-voce</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/quem-sou-eu-e-quem-e-voce</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 23:35:03 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/cd630d03-4486-4165-8e33-e02dd51a32ec_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O t&#237;tulo dessa cr&#244;nica foi tirado de uma m&#250;sica do Leo Jaime e vou us&#225;-lo para tentar justificar minha aus&#234;ncia por aqui. N&#227;o que eu tenha escrito ou trabalhado pouco, mas essa forma totalmente livre que s&#243; o substack me permite fazer estava ausente da minha rotina.</p><div class="pullquote"><p>Quem sou eu e quem &#233; voc&#234; / Nessa hist&#243;ria eu n&#227;o sei dizer /Mas eu acredito que ningu&#233;m tenha vindo/ Pro mundo a passeio</p><p style="text-align: right;">Leo Jaime</p></div><p>A verdade &#233; que meus muitos <em>eus</em> &#8212; talvez fruto de um transtorno de m&#250;ltiplas personalidades extremamente produtivas &#8212; inventaram, mais uma vez, coisas demais para fazer. Os pratinhos da minha balan&#231;a ficaram desequilibrados.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Cr&#244;nicas do dia a dia  &#233; uma publica&#231;&#227;o apoiada pelos leitores. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se uma assinatura gratuita ou uma assinatura paga.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>&#201; lan&#231;amento de <a href="https://www.renataseldin.com.br/p/a-pegadora-romantica">livro </a>acontecendo no dia 6/6 na Feira do Livro em SP. &#201; nova turma de <a href="https://pontodereflexao.netlify.app/">Mentoria</a>. Coluna da <a href="https://revistaanamaria.com.br/categoria/coluna-renata-seldin/">Revista AnaMaria</a>. Viagem para <a href="https://renataseldin.substack.com/p/para-la-de-marrakesh-a-viagem-para">Marrocos</a>.  A escrita de mais dois livros no forno, revis&#227;o de Instagram...</p><p>Ufa. </p><p>Para quem resolveu ser adepta do <a href="https://renataseldin.substack.com/p/um-sabatico-de-mim-mesma?utm_source=publication-search">slow living</a> e se aposentar, n&#227;o estou fazendo um bom trabalho.</p><p>Vou me apegar ao &#250;ltimo item da lista acima, que &#233; o Instagram, para voltar ao fio da meada.  Quem me acompanha desde 2023, quando realmente comecei a escrever, sabe que aquele foi meu primeiro canal de publica&#231;&#227;o. Estava empregada, ainda planejando o sab&#225;tico, n&#227;o sabia o que eu ia querer fazer da vida depois dele e, para piorar, vivendo todos os lutos <a href="https://amzn.to/4dSSX8F">das perdas no caminho</a> (gostou do que fiz aqui? Acabei de fazer mais uma divulga&#231;&#227;o do meu pr&#243;prio livro, aquele lan&#231;ado no ano passado).</p><p>Foi a&#237; que comecei a escrever, meio que para exorcizar meus fantasmas, sempre dentro dos 2200 caracteres que o insta nos limita e&#8230;. voc&#234;s foram gostando (loucos). Ali descobri que gostava de escrever cr&#244;nicas, mas tamb&#233;m sentia a necessidade do romance autobiogr&#225;fico sobre a busca pela maternidade e os contrastes com a vida corporativa.</p><p>Foi tomando consci&#234;ncia desse gancho, que, em 2025 eu fui ent&#227;o a escritora que do livro sobre maternidade e a vida corporativa e, aos poucos, come&#231;ou a ganhar voz sobre outras pautas femininas. Foram se abrindo espa&#231;os para que eu falasse sobre as mulheres no mercado de trabalho, busca por igualdade e equipara&#231;&#227;o de g&#234;nero, autonomia feminina. Escrevi tanto sobre isso que criei uma aba aqui s&#243; para deixar os links das mat&#233;rias de revistas, jornais, podcasts&#8230; Eventualmente me levando a escrever uma coluna fixa semanal para a <a href="https://revistaanamaria.com.br/categoria/coluna-renata-seldin/">Revista AnaMaria</a> sobre carreiras.</p><p>Logo nas minhas primeiras colunas percebi que queria contar mais sobre o <a href="https://www.renataseldin.com.br/p/as-escolhas-que-fazemos-e-as-escolhas?utm_source=publication-search">planejamento do meu sab&#225;tico</a>, sobre as dificuldades em tomar decis&#245;es, sobre a rede de apoio que me ajudou, enfim&#8230;queria dividir o que eu descobri para que outras pessoas fizessem uma transi&#231;&#227;o de carreira (seja uma demiss&#227;o, promo&#231;&#227;o, licen&#231;a, pausa para interc&#226;mbio, enfim) um pouco mais tranquila do que a minha. Passei dois meses na prancheta desenhando um m&#233;todo e mais tr&#234;s testando ele com pessoas de confian&#231;a, para finalmente nascer o <a href="https://pontodereflexao.netlify.app/">Ponto de Inflex&#227;o,</a> meu m&#233;todo pr&#243;prio de mentoria, que a princ&#237;pio seria focado em mulheres mas que se mostrou tamb&#233;m eficaz com homens.</p><p>O que isso tudo tem a ver com o meu Instagram? Apesar de ter mais de 26 mil seguidores, o Instagram simplesmente deixou de mostrar meu conte&#250;do para eles. Fiquei irritada. Fiz um diagn&#243;stico para entender o que estava acontecendo e descobri algo desconfort&#225;vel: o problema n&#227;o era o algoritmo. Era eu. Se eu mesma n&#227;o sabia mais identificar quem eu era do meio dessa bagun&#231;a toda a&#237;, como &#233; que o algoritmo ia entender o meu conte&#250;do. </p><p>Esse diagn&#243;stico do Instagram tamb&#233;m veio com a necessidade de repensar minha identidade e minha nova narrativa. Quem &#233; a Renata agora? </p><p>&#8220;Eu sou uma mulher, que defende as pautas femininas, que sofreu preconceito no trabalho e machismo estrutural, que precisou mudar de carreira e se reinventar como escritora. Na minha escrita, minhas personagens s&#227;o sempre femininas e por causa dessa trajet&#243;ria toda a&#237;, pela capacidade de me reinventar, eu virei mentora para que outras mulheres fa&#231;am o mesmo.&#8221;</p><p>&#211;bvio que isso tudo n&#227;o coube na nova bio do insta mas serviu de norte para algo mais enxuto e f&#225;cil para o algoritmo. Para mim mesma tamb&#233;m. E termino esse texto com voltando na pergunta do Leo Jaime: voc&#234; sabe quem &#233; voc&#234;?</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/p/quem-sou-eu-e-quem-e-voce?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://www.renataseldin.com.br/p/quem-sou-eu-e-quem-e-voce?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p></p><p>Aproveita para comprar meu novo livro &#8220;A Pegadora Rom&#226;ntica: hist&#243;rias de uma solteira no Tinder" <a href="https://www.editorapatua.com.br/a-pegadora-romantica-cronicas-de-renata-seldin/p">aqui</a>.</p><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Cr&#244;nicas do dia a dia  &#233; uma publica&#231;&#227;o apoiada pelos leitores. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se uma assinatura gratuita ou uma assinatura paga.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Pegadora Romântica]]></title><description><![CDATA[Hist&#243;rias de uma solteira no Tinder]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/a-pegadora-romantica</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/a-pegadora-romantica</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 22:47:50 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!20Mp!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F04abbec8-0e93-451b-a653-797c42aa4cf6_1654x2480.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Entre matches, encontros e desencontros, Renata Seldin conta, com humor e zero filtro, as tentativas (nem sempre bem-sucedidas) de se conectar romanticamente em um mundo onde tem gente demais&#8230; e conex&#227;o de menos.</p><p>Tem date estranho, tem quase romance, tem erro repetido, tem aquele cansa&#231;o de come&#231;ar tudo de novo. Mas tamb&#233;m tem o frio na barriga, o tes&#227;o, a curiosidade e uma esperan&#231;a meio teimosa que insiste em n&#227;o ir embora. &#201; dif&#237;cil n&#227;o se reconhecer em alguma dessas hist&#243;rias.</p><p>Se j&#225; disseram que a gente vive o tal do &#8220;amor l&#237;quido&#8221;, aqui d&#225; pra ver como isso acontece na pr&#225;tica: no detalhe, no constrangimento, no timing errado, na expectativa que n&#227;o encaixa.</p><p>A escrita &#233; direta, confessional e sem firula &#8212; porque, no fundo, essas hist&#243;rias se repetem nos milhares de matches e aplicativos por a&#237;.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!20Mp!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F04abbec8-0e93-451b-a653-797c42aa4cf6_1654x2480.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!20Mp!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F04abbec8-0e93-451b-a653-797c42aa4cf6_1654x2480.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!20Mp!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F04abbec8-0e93-451b-a653-797c42aa4cf6_1654x2480.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!20Mp!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F04abbec8-0e93-451b-a653-797c42aa4cf6_1654x2480.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!20Mp!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F04abbec8-0e93-451b-a653-797c42aa4cf6_1654x2480.png 1456w" sizes="100vw"><img 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>&#201; um livro sobre encontros, sim.<br>Mas &#233;, principalmente, sobre continuar tentando &#8212; mesmo quando voc&#234; j&#225; sabe como isso costuma acabar.</p><p>Editado e publicado pela Editora Patu&#225;, o livro j&#225; est&#225; dispon&#237;vel para venda <a href="https://www.editorapatua.com.br/a-pegadora-romantica-cronicas-de-renata-seldin/p">aqui</a>.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/p/a-pegadora-romantica?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://www.renataseldin.com.br/p/a-pegadora-romantica?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Entre terremotos e desertos]]></title><description><![CDATA[H&#225; momentos em que pequenos ajustes n&#227;o bastam &#8212; e a vida exige uma nova estrutura.]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/entre-terremotos-e-desertos</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/entre-terremotos-e-desertos</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Thu, 07 May 2026 08:42:44 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!IQUN!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fafa2bcc5-4369-48a8-ab59-8e4c1a8b646a_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Escrevo esse texto literalmente a caminho do Deserto do Saara. Confesso que j&#225; n&#227;o sei se &#233; meu terceiro ou quarto dia no Marrocos. Os dias t&#234;m sido t&#227;o cheios de coisas novas que me perdi no tempo (n&#227;o que no Brasil eu fosse muito melhor, mas pelo menos tinha ideia do dia da semana).</p><p>Vim para o Marrocos para ter uma perspectiva diferente e j&#225; tenho material suficiente para escrever por meses, mas hoje queria falar especialmente sobre uma das coisas que mais vi em todos os lugares: obras e constru&#231;&#245;es.</p><p>Na verdade, a grande maioria &#233; de reconstru&#231;&#245;es, necess&#225;rias ap&#243;s os terremotos que atingiram o pa&#237;s. Assim como a chuva nos atormenta no Brasil, aqui os estragos foram causados pela acomoda&#231;&#227;o das placas tect&#244;nicas, que n&#227;o deviam estar l&#225; muito confort&#225;veis.</p><p>H&#225; outro tipo de reconstru&#231;&#227;o rolando tamb&#233;m. Em alguns lugares mais pobres, os tijolos das casas s&#227;o feitos de barro. As paredes s&#227;o feitas desse tijolo e os tetos, de uma mistura com algo que parece palha, barro e estruturas de madeira. &#201; um material que funciona muito bem no sol do deserto, regulando a temperatura das moradias tanto no calor quanto no frio. O problema &#233; a curta esta&#231;&#227;o de chuvas, que, quando chega, destr&#243;i lentamente as casas. E a&#237; recome&#231;a o processo de constru&#231;&#227;o. Aqui n&#227;o h&#225; lutar contra o clima, mas sim a necessidade de conviver com ele.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!IQUN!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fafa2bcc5-4369-48a8-ab59-8e4c1a8b646a_1672x941.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!IQUN!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fafa2bcc5-4369-48a8-ab59-8e4c1a8b646a_1672x941.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!IQUN!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fafa2bcc5-4369-48a8-ab59-8e4c1a8b646a_1672x941.png 848w, 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>Tenho comparado as reconstru&#231;&#245;es marroquinas com aquelas que precisamos fazer nas nossas vidas.</p><p>De tempos em tempos fazemos ajustes para nos adaptarmos ao meio externo. Mas, uma vez ou outra, as placas tect&#244;nicas do desconforto se mexem e precisamos de uma mudan&#231;a mais radical.</p><p>Na nossa carreira &#233; a mesma coisa. Temos a rotina de trabalho do dia a dia; alguns esperam uma ascens&#227;o (e se preparam para ela), outros se colocam no lugar errado ou n&#227;o se preparam o suficiente para o que devem fazer. E temos placas tect&#244;nicas, como uma demiss&#227;o, a quebra de um neg&#243;cio, uma expatria&#231;&#227;o ou uma situa&#231;&#227;o pessoal, que trazem uma grande mudan&#231;a no nosso rumo profissional.</p><p>Assim &#233; o ciclo da vida: de tempos em tempos, temos que fazer uma manuten&#231;&#227;o em n&#243;s mesmos ou at&#233; nos reconstruir.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://www.renataseldin.com.br/subscribe?"><span>Assine agora</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Marrocos: o Luxo do Lado de Dentro]]></title><description><![CDATA[Entre excessos, sil&#234;ncios e c&#243;digos invis&#237;veis, um pa&#237;s que se revela menos no que mostra &#8212; e mais no que esconde.]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/marrocos-o-luxo-do-lado-de-dentro</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/marrocos-o-luxo-do-lado-de-dentro</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Tue, 05 May 2026 06:08:13 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!aIiL!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F771a3d5d-16f8-47af-90ec-f8a2ee760bae_1128x745.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Tenho cerca de 48 horas em terras marroquinas e n&#227;o sei por onde come&#231;ar. Isso n&#227;o &#233; normal, para mim. Normalmente tenho o come&#231;o do texto e o resto eu desenrolo &#224; medida que escrevo, mas hoje eu tenho mas meio e fim, do que uma abertura impactante, digna desse pa&#237;s.</p><p>Confesso que vim sem expectativa e sem nenhuma pesquisa antecipada. Imaginava que seria algo &#8220;diferente&#8221;, mas n&#227;o saberia explicar o porqu&#234;.</p><p>Descrevo ent&#227;o algumas coisas que vi, que ouvi, que senti nesses dois dias que pareceram cinco.</p><p>Marrakesh &#233; uma cidade de contrastes: tem a Medina (bairro) velha e a Medina nova (onde ficam os hot&#233;is, as luzes, o &#225;lcool, os turistas).</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!aIiL!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F771a3d5d-16f8-47af-90ec-f8a2ee760bae_1128x745.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Turistas brotam e os locais me surpreenderam entendendo at&#233; portugu&#234;s (t&#225;, portunhol, cr&#233;dito para eles, mesmo assim).</p><p>A cor de argila vermelha predomina nas constru&#231;&#245;es da cidade, n&#227;o porque &#233; o material dispon&#237;vel, como eu pensava, mas porque &#233; o mais inteligente para manter o aspecto conservado das casas.</p><p>Ali&#225;s, as casas merecem um par&#225;grafo especial que talvez ajude a entender o marroquino: elas n&#227;o s&#227;o luxuosas por fora. Pelo contr&#225;rio, o marroquino quer parecer o mais comum poss&#237;vel para n&#227;o despertar a inveja. Por fora das casas e das roupas, tudo o mais simples. Por dentro, um luxo e uma necessidade de agradar inimagin&#225;veis.</p><p>A l&#243;gica aqui &#233; essa: tratar o outro com superioridade, ou pelo menos igualdade, elogi&#225;-lo, reconhec&#234;-lo, porque, assim, n&#227;o se desperta a inveja. Sem inveja, a vida corre melhor.</p><p>Para a rua, as piores roupas, os tecidos mais simples. Para dentro de casa, verdadeiros vestidos de baile.</p><p>As cores, assim como os cheiros, aparecem em abund&#226;ncia. At&#233; aqui, n&#227;o tive nenhuma experi&#234;ncia gustativa que tenha se destacado, ao contr&#225;rio do que eu esperava (confesso que espero que continue assim).</p><p>Marrakesh &#233; barulhenta, todo o tempo, o tempo todo: s&#227;o os carros, motos, tuk-tuks, carruagens puxadas a cavalo, carrinhos de m&#227;o e pessoas andando em todas as dire&#231;&#245;es, que se entendem num caos pr&#243;prio e ritmo apressado. &#201; fren&#233;tica, contrastante e claustrof&#243;bica.</p><p>At&#233; que o sol se move e &#233; hora da salat (prece). Na alvorada, no meio do dia, &#224; tarde, no p&#244;r do sol e &#224; noite, todos os barulhos cessam ao ouvir o chamado das mesquitas. O sil&#234;ncio grita, enquanto os alto-falantes levam para toda a cidade as rezas que regem essa regi&#227;o.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://www.renataseldin.com.br/subscribe?"><span>Assine agora</span></a></p><h3></h3>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Para lá de Marrakesh: a viagem para lembrar quem eu estava me tornando]]></title><description><![CDATA[O momento certo de parar e reavaliar a vida]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/para-la-de-marrakesh-a-viagem-para</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/para-la-de-marrakesh-a-viagem-para</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Sat, 02 May 2026 23:20:44 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/12078708-422f-4d62-9d35-77acd6149988_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Esse papo j&#225; t&#225; qualquer coisa/ Voc&#234; j&#225; t&#225; pra l&#225; de Marrakesh. Como dizia Caetano Veloso, em sua m&#250;sica <a href="http://Esse papo j&#225; t&#225; qualquer coisa Voc&#234; j&#225; t&#225; pra l&#225; de Marrakesh">"Qualquer coisa&#8221;</a>, estar para l&#225; de Marrakesh me parece algo meio impensado, doido e dif&#237;cil de compreender.</p><p>Foi exatamente assim que o Marrocos apareceu na minha vida, de forma completamente inesperada e, confesso, aceitei ir de birra, porque a viagem&#8230;</p>
      <p>
          <a href="https://www.renataseldin.com.br/p/para-la-de-marrakesh-a-viagem-para">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Anatomia do Vazio]]></title><description><![CDATA[Uma cr&#244;nica sobre vazio emocional, luto e depend&#234;ncia emocional ap&#243;s as perdas da vida]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/anatomia-do-vazio</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/anatomia-do-vazio</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 12:15:48 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/b047d284-3e54-4035-9b9f-24149490f83f_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Desde que meus pais morreram, em 2020 e 2021, quando comecei a entender melhor as perdas no caminho e o luto, descobri que nasci com uma esp&#233;cie de vazio emocional, um defeito biol&#243;gico: um &#243;rg&#227;o a mais. N&#227;o &#233; tipo um ap&#234;ndice, que n&#227;o serve para quase nada, nem um ba&#231;o ou uma ves&#237;cula, que t&#234;m l&#225; suas fun&#231;&#245;es, mas dos quais d&#225; para viver sem. Ou ainda um dente extra, como os sisos, que s&#227;o extra&#237;dos depois de uma longa evolu&#231;&#227;o do Homo sapiens e ficaram obsoletos.</p><p>Meu &#243;rg&#227;o extra chama-se Vazio Supranum&#233;rico<a class="footnote-anchor" data-component-name="FootnoteAnchorToDOM" id="footnote-anchor-1" href="#footnote-1" target="_self">1</a>.  Fica na altura do peito, perto do cora&#231;&#227;o, bem no meio do esterno. Ele &#233; uma involu&#231;&#227;o da nossa esp&#233;cie. &#192;s vezes &#233; enorme, comprime o cora&#231;&#227;o e me d&#225; sensa&#231;&#245;es horr&#237;veis. Em outras, se alimenta de alguma coisa que n&#227;o passa pelo est&#244;mago e fica ali, semi-preenchido, me deixando esquec&#234;-lo por um tempo.</p><p>O problema desse &#243;rg&#227;o t&#227;o particular &#233; que ele tem vontade pr&#243;pria. Sabe as pessoas que agem pelo c&#233;rebro? E aquelas que seguem o cora&#231;&#227;o? No meu caso, o Vazio fala alto, grita, disputa espa&#231;o com esses outros dois e guia decis&#245;es que s&#227;o completamente repreendidas por eles.</p><p>E o pior &#233; que ele funciona atrav&#233;s de um mecanismo pr&#243;ximo a um ciclo vicioso. Ele faz uma merda, o c&#233;rebro reclama, o cora&#231;&#227;o aperta e, ao inv&#233;s de o Vazio se recolher ao seu estado de insignific&#226;ncia, tenta consertar fazendo uma merda pior ainda. No desespero por se encher, busca pessoas inadequadas, rela&#231;&#245;es t&#243;xicas, sexo casual, comida, rem&#233;dios tarja-preta.</p><p>Na maioria das vezes d&#225; errado. Parece que o outro sente o cheiro do meu Vazio inflamado e j&#225; se afasta. Mas nas raras situa&#231;&#245;es em que ele &#233; preenchido, dura algumas horas. &#201; como o torpor de um droga, que leva ao &#234;xtase por algum tempo, depois funciona como fuga e acaba virando depend&#234;ncia. Qualquer porcaria serve para tapar o buraco pelo m&#237;nimo de tempo necess&#225;rio para achar outra tampa, depois outra, depois outra. E a dopamina gerada pelo preenchimento do meu &#243;rg&#227;o extra &#233; cada vez menor.</p><p>J&#225; consultei diversos m&#233;dicos e o &#250;nico tratamento para quem tem Vazio Supranumer&#225;rio &#233; terapia, autoconhecimento e a capacidade de ficar bem consigo mesmo em tempo integral. Viver a pr&#243;pris vida sem depender do outro, mas ser capaz de aproveitar a companhia dele sem ter uma reca&#237;da que te leve de volta &#224; depend&#234;ncia.</p><p>Ainda n&#227;o h&#225; casos de cura conhecida, especialmente quando o Vazio tem formato heterog&#234;neo, contorno irregular, n&#243;dulos e cistos, e alta vasculariza&#231;&#227;o, como o meu. Mas a literatura de autoajuda d&#225; esperan&#231;a de uma sobrevida longa, com dor suport&#225;vel e pr&#225;ticas hol&#237;sticas para melhorar a qualidade de vida.</p><div class="footnote" data-component-name="FootnoteToDOM"><a id="footnote-1" href="#footnote-anchor-1" class="footnote-number" contenteditable="false" target="_self">1</a><div class="footnote-content"><p>Indica a presen&#231;a de uma estrutura em n&#250;mero excessivo (ex: dentes supernumer&#225;rios, rim supernumer&#225;rio).</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://www.renataseldin.com.br/subscribe?"><span>Assine agora</span></a></p><p></p></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[As mensagens que você mandou (e eu nunca vi)]]></title><description><![CDATA[Uma cr&#244;nica sobre mensagens no Instagram, DMs ignoradas e o papel do algoritmo nos mal-entendidos digitais.]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/as-mensagens-que-voce-mandou-e-eu</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/as-mensagens-que-voce-mandou-e-eu</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:08:42 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/0841fc51-0642-4a36-85a4-94fa85972087_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Acho que n&#227;o &#233; novidade para muita gente que eu estou prestes a publicar um livro novo. Quem est&#225; atento sabe que algumas cr&#244;nicas que come&#231;aram no Instagram, a partir dos meus encontros e das mensagens no Instagram trocadas em aplicativos de relacionamento, viraram inspira&#231;&#227;o para uma colet&#226;nea inteira de situa&#231;&#245;es c&#244;micas, constrangedoras e todo tipo de coisa que s&#243; os solteiros que usam aplicativos de encontro s&#227;o capazes de imaginar.</p><p>Mas esse texto n&#227;o &#233; para falar do livro novo. Assim que eu tiver a data certa do lan&#231;amento eu volto a esse assunto. Eu queria mesmo falar s&#243; do Instagram (e por isso, e s&#243; por isso, essa cr&#244;nica vai ser publicada tanto no insta quanto no Substack, onde ficam todos os meus textos h&#225; muito tempo).</p><p>Voltando&#8230; eu j&#225; sabia que o Instagram tamb&#233;m podia ser uma fonte de poss&#237;veis novos encontros. Um cara com quem eu sa&#237; dizia que n&#227;o precisava de app nenhum, que toda a chavecada (isso &#233; g&#237;ria correta ainda? J&#225; nem sei mais se estou ultrapassada) necess&#225;ria era feita por ele diretamente pelo Instagram. Tamb&#233;m j&#225; ouvi de famosos e subcelebridades que trocam mensagens sem se conhecerem e acabam se arrumando entre eles mesmos (mas isso &#233; c&#237;rculo fechado, n&#227;o serve para n&#243;s, simples mortais).</p><p>O que eu n&#227;o sabia era que EU estava sendo alvo desse tipo de mensagem. Quer dizer, l&#225; para 2023 ou 2024 eu recebi uma outra DM ousada demais e publiquei algumas coisas sobre o Instagram n&#227;o ser vitrine do meu corpo, mas sim das minhas ideias, al&#233;m de outras reflex&#245;es do tipo. As mensagens pararam e eu me esqueci completamente do assunto. &#201; bem verdade tamb&#233;m que, &#224; medida que minha escrita evoluiu, eu fui me interessando mais por assuntos femininos e o perfil dos meus seguidores mudou um pouco, invertendo para uma maioria de mulheres.</p><p>Falando ainda sobre o perfil do Instagram, ele est&#225; sob revis&#227;o depois dessas mudan&#231;as todas e, por conta disso, estou olhando os par&#226;metros de bloqueio e mensagens ocultadas. E assim eu chego, finalmente, no cora&#231;&#227;o desse texto.</p><p>Quem tem perfil p&#250;blico e aberto, como o meu, pode escolher receber mensagens de qualquer pessoa ou s&#243; de pessoas classificadas. Qualquer mensagem de outro usu&#225;rio que n&#227;o esteja nessa seleta lista entra para uma aba chamada &#8220;pedidos&#8221;. Eu sempre olho essa aba porque eu gosto de me comunicar com quem me segue. Gosto de ouvir o retorno sobre o que eu penso e falo &#8212; &#233; o motivo de eu estar aqui escancarando a minha vida: tocar a vida (atrav&#233;s das ideias) de outras pessoas.</p><p>Pois bem, hoje, agorinha &#8212; n&#227;o tem nem uma hora &#8212;, descobri que existe tamb&#233;m um algoritmo que filtra essas mensagens da aba de pedidos e que oculta tudo aquilo que julga n&#227;o me interessar (como, por exemplo, um spam chato de gerente de bets que fica pedindo para a gente anunciar). Prop&#237;cio, n&#227;o?</p><p>N&#227;o. Descobri ali um mont&#227;o de mensagens que datam de 2023 para c&#225;, de v&#225;rios de voc&#234;s, que me seguem e acham que ficaram no v&#225;cuo. Eu n&#227;o estou exagerando quando eu falo que deve ter uma centena delas, porque eu ainda n&#227;o consegui descer a lista at&#233; o fim &#8212; cada vez aparece mais.</p><p>Estou me divertindo ao ler as coisas dali? Estou. Mas tamb&#233;m estou um pouco chocada com a forma como os homens (ainda n&#227;o achei nenhuma mensagem de mulher &#8212; mulheres, voc&#234;s n&#227;o flertam no Instagram ou s&#243; n&#227;o flertam comigo?) realmente usam o Instagram para flertar (verbo usado pela minha av&#243;). &#201; uma quantidade de &#8220;Oi&#8221; e varia&#231;&#245;es de &#8220;Oi, tudo bem?&#8221; ou &#8220;vc &#233; linda&#8221; (e todas as varia&#231;&#245;es na pontua&#231;&#227;o depois do &#8220;linda&#8221; tamb&#233;m) que eu nem sabia que existia.</p><p>O choque vem com uma pitada de lisonjeio, com certeza, mas &#233; majoritariamente choque. Ele piora quando eu percebo que, na falta de uma resposta, a pessoa deixa de me seguir. Poxa, n&#227;o se interessou nem um pouquinho pelo meu c&#233;rebro? Isso explica por que perdi cerca de 2 mil seguidores ao longo desse tempo (t&#225;, provavelmente muitos n&#227;o gostavam do meu conte&#250;do e s&#243; alguns tenham ficado magoados pela falta de resposta). O filtro na aba de pedidos provavelmente explica tamb&#233;m por que eu mandei tantas mensagens para outras pessoas interessantes que eu sigo e fiquei no v&#225;cuo (essa g&#237;ria ainda est&#225; valendo, confere?). Com certeza foi por isso que o George Clooney e o Jo&#227;o Vicente de Castro nunca me responderam.</p><p>Enfim, depois de alguns anos de atraso, agrade&#231;o os elogios e demais mensagens. Responderei &#224;queles que comentam sobre meu trabalho e seguirei sem comentar as pequenas ousadias recebidas descabidamente nesse canal de comunica&#231;&#227;o (eu estou nos apps de relacionamento &#8212; me procura l&#225;, que &#233; o lugar para isso).</p><p>Antes de me despedir, deixo um alento: n&#227;o fique triste se voc&#234; mandar DM para algu&#233;m e ficar sem resposta. Pode ser apenas a configura&#231;&#227;o da aba de pedidos. Exatamente como acontece com os famosos e subcelebridades.</p><p>Opa. Ser&#225; que eu virei, tipo, uma subcelebridade da subcelebridade?</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Cr&#244;nicas do dia a dia  is a reader-supported publication. 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A promessa da diversidade corporativa n&#227;o se sustentou como esperado &#8212; e o problema &#233; estrutural.</p><p>Voc&#234; vai entender como a falta de seguran&#231;a psicol&#243;gica impacta diretamente a carreira, limitando promo&#231;&#227;o, visibilidade e tomada de risco. Discutimos tamb&#233;m o efeito da Lei da Igualdade Salarial (Lei 14.611/2023), o uso de intelig&#234;ncia artificial para fiscaliza&#231;&#227;o e como isso est&#225; mudando o comportamento das empresas.</p><p>O epis&#243;dio aprofunda o conceito de <em>green hushing</em> &#8212; quando organiza&#231;&#245;es continuam investindo em diversidade, equidade e inclus&#227;o (DEI), mas deixam de comunicar essas a&#231;&#245;es publicamente para evitar polariza&#231;&#227;o e riscos reputacionais. A diversidade sai do discurso e entra na governan&#231;a.</p><p>Al&#233;m disso, exploramos diversidade como estrat&#233;gia de neg&#243;cio e ROI, com dados que mostram como empresas mais diversas tomam decis&#245;es melhores e gerenciam riscos com mais efici&#234;ncia.</p><p>No centro de tudo: carreira.<br>Como crescer em um ambiente onde as regras n&#227;o s&#227;o mais expl&#237;citas?<br>Como identificar empresas saud&#225;veis sem sinais claros?<br>E o que muda na sua estrat&#233;gia profissional diante desse novo cen&#225;rio?</p><p>Se voc&#234; est&#225; pensando em transi&#231;&#227;o de carreira, lideran&#231;a feminina, mercado de trabalho ou posicionamento profissional, este epis&#243;dio &#233; para voc&#234;.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Cr&#244;nicas do dia a dia  is a reader-supported publication. 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Entre os parques da Disney, a excurs&#227;o da viagem contemplava uma visita a&#8230; NASA!!! </p><p>Naquela &#233;poca eu n&#227;o sabia que a sede da NASA era em Houston e o que eu estava visitando, na verdade, era uma uma base de lan&#231;amento de foguetes na Fl&#243;rida. Ent&#227;o, super achei que tinha ido &#224; NASA. Mas, na verdade, al&#233;m do campo de lan&#231;amento, h&#225; um museu, chamado <a href="https://chatgpt.com/c/69db92a8-a6bc-83e9-9b98-e237ed29acf8#:~:text=museu%20chamado%20Kennedy-,Space,-Center%20(do%20qual">Kennedy Space Center</a> (do qual eu tenho uma vaga recorda&#231;&#227;o) e foi isso que eu, de fato, visitei. </p><p>O que eu lembro dessa visita? O sorvete do futuro!! Eram micro bolinhas super congeladas em um copo e eu n&#227;o sei que truque (ou fen&#244;meno da f&#237;sica/ qu&#237;mica) acontecia que o tornava futur&#237;stico. Em tempos de intelig&#234;ncia artificial, consegui &#8220;lembrar&#8221; do sorvete. Chamado de Dippin&#8217;Dots Napolitano, eram esferas min&#250;sculas, do tamanho de mi&#231;angas ou pequenas p&#233;rolas de sagu. No sabor que eu escolhi vinham tr&#234;s cores: o rosa (cor de iogurte de morango), o branco era um off-white cremoso (baunilha) e o marrom era um tom de chocolate ao leite suave. </p><p>Elas vinham todas misturadas no copo, criando um visual de &#8220;confete de tons past&#233;is&#8221;. Se voc&#234; pegasse uma bolinha com a m&#227;o, ela parecia uma pedrinha de gelo seca e dura. Mas, quando colocado na boca, as bolinhas estavam t&#227;o geladas (armazenadas a cerca de -40&#176;C) que elas grudavam levemente na l&#237;ngua e no c&#233;u da boca por um segundo.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!DiJt!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8d8fe3d9-5e59-452a-a010-4ede54da030f_1002x862.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!DiJt!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8d8fe3d9-5e59-452a-a010-4ede54da030f_1002x862.png 424w, 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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N&#227;o conseguia desgrudar os olhos. E eu sou daquelas que acredita piamente que o homem j&#225; foi &#224; Lua e que todas as demais viagens ao espa&#231;o s&#227;o verdadeiras.</p><p>Ent&#227;o, por que essa me causou tamanho impacto? Bem, claro que a cobertura da m&#237;dia ajudou. Mas a m&#237;dia tamb&#233;m causou um frisson com a viagem da Katy Perry pela Blue Origin, no ano passado e isso n&#227;o me encantou. Obviamente, come&#231;ando pela motiva&#231;&#227;o comercial que a viagem de 2025 teve, que contrasta bastante com a base cient&#237;fica da atual.</p><p>Talvez, o voo de 2025, sendo &#8220;apenas&#8221;um voo suborbital de 11 minutos, n&#227;o seja mesmo compar&#225;vel &#224; miss&#227;o de 2026, jornada cient&#237;fica de 10 dias com astronautas profissionais para orbitaram a Lua, a mais de 400.000 km de dist&#226;ncia, renovando alguns recordes do passado e executando dezenas de experimentos cient&#237;ficos que contribuir&#227;o para nosso futuro.</p><p>Dito tudo isso, achei uma coincid&#234;ncia curiosa que os her&#243;is astronautas voltassem justamente no dia que as comiss&#245;es dos Estados Unidos e do Ir&#227; se encontravam no Paquist&#227;o para tentar uma sa&#237;da para a guerra. E olha que eu n&#227;o sou nada ligada em teorias da conspira&#231;&#245;es ou coisas do g&#234;nero (mas entendo alguma coisa de marketing).</p><p>O que fica ressoando na minha cabe&#231;a &#233; o discurso da astronauta Christina Koch. Ao ser perguntada, antes da viagem qual a diferen&#231;a entre um "time" e uma "tripula&#231;&#227;o, ela n&#227;o soube bem responder, mas voltou com a resposta afiada: </p><div class="callout-block" data-callout="true"><p>&#8220;uma tripula&#231;&#227;o &#233; um grupo de pessoas que est&#227;o juntas em todos os momentos, n&#227;o importa o qu&#234;; pessoas que se esfor&#231;am juntas a cada minuto com o mesmo prop&#243;sito, dispostas a sacrificar-se silenciosamente umas pelas outras e que est&#227;o "inescapavelmente, lindamente e respeitosamente ligadas"</p></div><p>Ela fechou a sua fala dizendo que ainda n&#227;o tinha aprendido tudo o que essa jornada tinha a ensin&#225;-la,  &#8220;mas h&#225; uma coisa nova que eu sei, e essa coisa &#233;: <strong>Planeta Terra, voc&#234;s s&#227;o uma tripula&#231;&#227;o</strong>." E aqui eu deixo a minha pequena contribui&#231;&#227;o: na&#231;&#245;es mundiais, pa&#237;ses em guerra, voc&#234;s s&#227;o uma tripula&#231;&#227;o. Usem o exemplo de Christina para preservar nosso meio ambiente, nossa popula&#231;&#227;o, nossa cultura e nossa economia. </p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Cr&#244;nicas do dia a dia  is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O degrau está quebrado logo na largada]]></title><description><![CDATA[N&#227;o &#233; sobre desempenho. &#201; sobre estrutura.]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/o-degrau-esta-quebrado-logo-na-largada</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/o-degrau-esta-quebrado-logo-na-largada</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 12:04:20 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/192207115/dc9f9f9bc2145aa5af5a57c1ffc0d99f.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>No epis&#243;dio de hoje, a gente come&#231;a com uma imagem simples, quase &#243;bvia &#8212; mas que, quando voc&#234; olha de verdade, incomoda: o caminho para o topo n&#227;o &#233; o mesmo para homens e mulheres. E n&#227;o &#233; s&#243; sobre o caminho. &#201; tamb&#233;m sobre de onde cada um come&#231;a. A conversa vai passando por coisas que muita gente sente, mas nem sempre nomeia: a sobrecarga que n&#227;o aparece no curr&#237;culo, o impacto da maternidade na carreira, o cansa&#231;o de precisar provar o tempo todo que voc&#234; merece estar ali. A gente fala de trabalho, sim, mas fala principalmente do que vem antes dele e do que fica em volta. Porque n&#227;o &#233; s&#243; que o percurso &#233; diferente &#8212; o ponto de partida tamb&#233;m &#233;. E isso muda tudo. Se em algum momento voc&#234; j&#225; sentiu que estava fazendo tudo certo e, ainda assim, parecia mais dif&#237;cil pra voc&#234;, talvez esse epis&#243;dio te ajude a entender por qu&#234;.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Parabéns, seu email foi ignorado com sucesso]]></title><description><![CDATA[Como o email virou polui&#231;&#227;o digital e por que continuamos produzindo emails que ningu&#233;m l&#234;]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/parabens-seu-email-foi-ignorado-com</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/parabens-seu-email-foi-ignorado-com</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Sat, 28 Mar 2026 12:16:47 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/56623316-3b9e-4bf8-856c-8835d25b5e6c_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre recebi muitos emails &#8212; na vida corporativa e agora tamb&#233;m. A diferen&#231;a &#233; que antes eles faziam algum sentido. Hoje, minha caixa de entrada est&#225; inundada de newsletters, spam e emails irrelevantes.</p><p>Enquanto empregada, recebia cerca de 200 a 300 emails por dia (n&#227;o estou exagerando) e confesso que deletava sem abrir a maioria daqueles que fossem &#8230;</p>
      <p>
          <a href="https://www.renataseldin.com.br/p/parabens-seu-email-foi-ignorado-com">
              Read more
          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O Oscar 2026 e o esgotamento feminino]]></title><description><![CDATA[Wagner Moura, maternidade, sobrecarga mental e a matem&#225;tica errada da emancipa&#231;&#227;o feminina]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/o-oscar-2026-e-o-esgotamento-feminino</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/o-oscar-2026-e-o-esgotamento-feminino</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 11:45:58 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/191285399/38fa8c828a85d576146c85a59e659f42.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O que a revolta dos brasileiros com o Oscar 2026 tem a ver com o esgotamento silencioso de uma m&#227;e em casa?</p><p>A partir da derrota de Wagner Moura e da busca do Brasil por reconhecimento internacional, o epis&#243;dio conecta o barulho das redes a um tema muito mais invis&#237;vel: a sobrecarga feminina.</p><p>Com base no filme <em>Se eu tivesse pernas, eu te chutaria</em>, indicado a Melhor Atriz, entramos no debate sobre sa&#250;de mental, maternidade, divis&#227;o desigual de responsabilidades e o que ainda n&#227;o mudou nas rela&#231;&#245;es entre homens e mulheres.</p><p>Tamb&#233;m discutimos a ideia de uma &#8220;matem&#225;tica errada&#8221; da emancipa&#231;&#227;o feminina: mais conquistas, pouca redistribui&#231;&#227;o &#8212; e o impacto disso na vida real.</p><p>Um epis&#243;dio sobre carreira, sociedade, g&#234;nero e o custo invis&#237;vel de sustentar tudo.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://www.renataseldin.com.br/subscribe?"><span>Assine agora</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/p/o-oscar-2026-e-o-esgotamento-feminino?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://www.renataseldin.com.br/p/o-oscar-2026-e-o-esgotamento-feminino?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[As escolhas que fazemos e as escolhas que a vida faz por nós.]]></title><description><![CDATA[Tenho colocado muito conte&#250;do sobre carreira nas minhas diversas redes sociais, mas hoje o assunto &#233; a minha pr&#243;pria mudan&#231;a e os momentos que ela me proporciona na vida.]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/as-escolhas-que-fazemos-e-as-escolhas</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/as-escolhas-que-fazemos-e-as-escolhas</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Fri, 06 Mar 2026 12:05:40 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/4989a08b-62c7-47db-90f2-78e685638cce_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Tenho colocado muito conte&#250;do sobre carreira nas minhas diversas redes sociais. Depois de uma viv&#234;ncia de quase 2 anos sab&#225;ticos totalmente descompromissados com qualquer coisa profissional que n&#227;o fosse minha escrita, esse ano voltei a transitar pelas margens do mundo corporativo, como mentora de carreiras. Acho razo&#225;vel que depois de tanto anos no mer&#8230;</p>
      <p>
          <a href="https://www.renataseldin.com.br/p/as-escolhas-que-fazemos-e-as-escolhas">
              Read more
          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A exaustão feminina no labirinto corporativo]]></title><description><![CDATA[O epis&#243;dio debate a transi&#231;&#227;o feminina da submiss&#227;o de 1926 ao burnout de 2026, expondo as barreiras invis&#237;veis do mercado corporativo.]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/a-exaustao-feminina-no-labirinto</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/a-exaustao-feminina-no-labirinto</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Wed, 04 Mar 2026 16:24:08 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/189891504/9e503426d1b8c2df80c2fd5128bb303c.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O epis&#243;dio debate a transi&#231;&#227;o feminina da <strong>submiss&#227;o de 1926 ao burnout de 2026</strong>, expondo as barreiras invis&#237;veis do mercado corporativo. O time prop&#245;e a <strong>autonomia financeira e o planejamento</strong> como ferramentas essenciais para garantir o direito &#224; escolha ativa e &#224; sa&#250;de mental.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Se eu tivesse pernas, chutaria — mas estou ocupada demais dando conta de tudo]]></title><description><![CDATA[O retrato da mulher moderna entre dar conta de tudo e desaparecer de si (esse texto cont&#233;m spoiler)]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/se-eu-tivesse-pernas-chutaria-mas</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/se-eu-tivesse-pernas-chutaria-mas</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Thu, 19 Feb 2026 13:48:01 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/7737e7fd-b4ad-4207-ae1f-5fb869258409_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Talvez seja novidade para alguns de voc&#234;s, mas h&#225; anos aproveito a &#233;poca de carnaval (que n&#227;o curto, ok, sou uma carioca meio fajuta) para ver todos os filmes que est&#227;o concorrendo na categoria principal do Oscar. Em 2026 resolvi ser um pouquinho mais audaciosa (t&#244; sentindo uma <em>trend</em> de aud&#225;cia na minha vida, hein) e inclu&#237; tamb&#233;m todos os filmes que es&#8230;</p>
      <p>
          <a href="https://www.renataseldin.com.br/p/se-eu-tivesse-pernas-chutaria-mas">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Carnaval: ensaio para vida]]></title><description><![CDATA[Neste epis&#243;dio de &#8220;Carreira em Primeira Pessoa e Entrelinhas do Trabalho&#8221;, exploraremos como o carnaval brasileiro funciona como um poderoso laborat&#243;rio para a vida e a profiss&#227;o.]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/carnaval-ensaio-para-vida</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/carnaval-ensaio-para-vida</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Tue, 17 Feb 2026 11:41:23 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/187807449/0afa93fe8d88371feae2257ffc451735.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&#243;dio de <strong>&#8220;Carreira em Primeira Pessoa e Entrelinhas do Trabalho&#8221;</strong>, exploraremos como o carnaval brasileiro funciona como um poderoso <strong>laborat&#243;rio para a vida e a profiss&#227;o</strong>.</p><p>Teremos uma discuss&#227;o profunda sobre os seguintes temas:</p><p>&#8226; <strong>O Carnaval como &#8220;Ensaio Geral&#8221;:</strong> Analisaremos como a suspens&#227;o tempor&#225;ria de julgamentos e r&#243;tulos permite que as pessoas experimentem vers&#245;es mais aut&#234;nticas de si mesmas, sem a necessidade de &#8220;tradu&#231;&#227;o&#8221; ou explica&#231;&#245;es.</p><p>&#8226; <strong>Al&#233;m do Crach&#225; e do Curr&#237;culo:</strong> Discutiremos a import&#226;ncia de identificar o que traz &#8220;brilho nos olhos&#8221;, indo al&#233;m das defini&#231;&#245;es limitantes de &#8220;boa mulher&#8221;, &#8220;cuidadora dedicada&#8221; ou &#8220;profissional de sucesso&#8221;.</p><p>&#8226; <strong>Maturidade como Escolha Consciente:</strong> Faremos um questionamento sobre por que mudar de rumo na carreira ainda &#233; visto como instabilidade, defendendo que a verdadeira maturidade deveria ser sin&#244;nimo de <strong>autonomia e liberdade de escolha</strong>, e n&#227;o de engessamento.</p><p>&#8226; <strong>Planejamento para uma Vida Inteira:</strong> Ensinaremos como usar o &#8220;impulso&#8221; da folia, com <strong>estrutura e coragem</strong>, para que a liberdade experimentada na festa n&#227;o seja apenas uma exce&#231;&#227;o de quatro dias, mas se torne a base para o resto do ano.</p><p>Este epis&#243;dio &#233; um convite para voc&#234; assumir o protagonismo da sua pr&#243;pria hist&#243;ria e levar para o dia a dia a coragem de testar suas &#8220;vers&#245;es poss&#237;veis&#8221;.</p><p>O que voc&#234; acha de come&#231;armos a planejar agora mesmo como levar esse &#8220;brilho nos olhos&#8221; para sua rotina de trabalho? Se quiser, posso criar um <strong>relat&#243;rio detalhado</strong> com passos pr&#225;ticos para sua transi&#231;&#227;o de carreira ou um <strong>conjunto de flashcards</strong> para voc&#234; fixar esses novos conceitos de maturidade e escolha consciente. O que prefere?</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Cr&#244;nicas do dia a dia  is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/p/carnaval-ensaio-para-vida?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://www.renataseldin.com.br/p/carnaval-ensaio-para-vida?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Corrupção em bandeira 2]]></title><description><![CDATA[Do ranking internacional ao t&#225;xi da esquina, algu&#233;m sempre tenta ganhar no caminho]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/corrupcao-em-bandeira-2</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/corrupcao-em-bandeira-2</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Sun, 15 Feb 2026 11:44:10 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/c9a91b0f-ed4e-42f5-8d9a-d4c075aafbce_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Na &#250;ltima semana foi lan&#231;ado o novo &#237;ndice de percep&#231;&#227;o da corrup&#231;&#227;o (2025) e <strong>o Brasil obteve 35 pontos, ocupando a 107&#170; posi&#231;&#227;o</strong> entre 182 pa&#237;ses e territ&#243;rios avaliados. A percep&#231;&#227;o mundial de corrup&#231;&#227;o no Brasil est&#225; pior do que em pa&#237;ses como a Eti&#243;pia, o Cazaquist&#227;o e Marrocos (n&#227;o que tenha experi&#234;ncia com a corrup&#231;&#227;o em nenhum desses lugares, mas &#8230;</p>
      <p>
          <a href="https://www.renataseldin.com.br/p/corrupcao-em-bandeira-2">
              Read more
          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Trabalho invisível e a penalidade da maternidade]]></title><description><![CDATA[Com base na entrevista de Renata Seldin, doutora em gest&#227;o da inova&#231;&#227;o e mentora de carreiras, aqui est&#225; um resumo dos principais pontos discutidos sobre a desigualdade de g&#234;nero e os desafios das mulheres no mercado de trabalho:]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/trabalho-invisivel-e-a-penalidade</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/trabalho-invisivel-e-a-penalidade</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Tue, 10 Feb 2026 22:44:33 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/187570088/e0098aaf50dcdce30aa64abeb604a3a9.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Com base na entrevista de <strong>Renata Seldin</strong>, doutora em gest&#227;o da inova&#231;&#227;o e mentora de carreiras, aqui est&#225; um resumo dos principais pontos discutidos sobre a desigualdade de g&#234;nero e os desafios das mulheres no mercado de trabalho:</p><p><strong>1. O Cen&#225;rio da Desigualdade</strong></p><p>Um relat&#243;rio mundial recente aponta que as mulheres trabalham mais horas, mas recebem apenas <strong>1/3 da renda dos homens</strong>. Renata explica que isso ocorre devido ao <strong>trabalho invis&#237;vel</strong> (n&#227;o remunerado), &#224; concentra&#231;&#227;o de mulheres em fun&#231;&#245;es que pagam menos e &#224; <strong>&#8220;penalidade da maternidade&#8221;</strong>, onde o potencial de engravidar &#233; usado como crit&#233;rio para barrar promo&#231;&#245;es.</p><p><strong>2. Desafios na Transi&#231;&#227;o de Carreira</strong></p><p>Muitas mulheres tentam mudar de trajet&#243;ria no in&#237;cio do ano, mas enfrentam barreiras espec&#237;ficas:</p><p>&#8226; <strong>Economia do Cuidado:</strong> A responsabilidade pela casa, filhos e idosos recai majoritariamente sobre a mulher, dificultando a log&#237;stica de novas escolhas profissionais.</p><p>&#8226; <strong>Falta de Reserva Financeira:</strong> Muitas n&#227;o possuem autonomia financeira para tomar decis&#245;es de vida, como sair de um emprego t&#243;xico ou de uma rela&#231;&#227;o abusiva.</p><p>&#8226; <strong>Press&#227;o por Desempenho:</strong> Existe o erro de exigir que as mulheres trabalhem exatamente como os homens, em vez de focar nos resultados, o que gera exaust&#227;o.</p><p><strong>3. O Papel das Empresas e da Sociedade</strong></p><p>Para Renata, a mudan&#231;a real exige:</p><p>&#8226; <strong>Revis&#227;o da Cultura Organizacional:</strong> N&#227;o basta oferecer &#8220;medita&#231;&#227;o&#8221;; as empresas precisam ter o bem-estar como valor central e incluir mais mulheres na lideran&#231;a e na cria&#231;&#227;o de leis.</p><p>&#8226; <strong>Licen&#231;a Parental Justa:</strong> &#201; necess&#225;rio equiparar o tempo de licen&#231;a entre pais e m&#227;es para que a maternidade deixe de ser um fator de exclus&#227;o.</p><p>&#8226; <strong>Rede de Apoio:</strong> Ter parceiros que dividam as tarefas e mentores profissionais &#233; essencial para dar seguran&#231;a na trajet&#243;ria feminina.</p><p><strong>4. Li&#231;&#245;es de &#8220;As Perdas do Caminho&#8221;</strong></p><p>Em seu livro, Renata reflete sobre como a busca obsessiva pelo sucesso profissional pode levar &#224; neglig&#234;ncia de outras &#225;reas vitais, como sa&#250;de e espiritualidade. Ela defende uma <strong>vis&#227;o multidimensional da vida</strong>, onde a carreira &#233; apenas uma das facetas.</p><p><strong>Dica Pr&#225;tica:</strong> Para quem se sente exausta ou quer mudar, o primeiro passo sugerido por ela &#233; fazer um <strong>mapeamento do que drena sua energia</strong> (seja o chefe, o tr&#226;nsito ou a remunera&#231;&#227;o) para identificar o que precisa ser eliminado ou trocado.</p><p>O que voc&#234; achou dessa vis&#227;o da Renata sobre o &#8220;trabalho invis&#237;vel&#8221;? Gostaria de aprofundar em algum desses temas, como a transi&#231;&#227;o de carreira ou a mudan&#231;a na cultura das empresas?</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.renataseldin.com.br/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://www.renataseldin.com.br/subscribe?"><span>Assine agora</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O que sobra quando o papel termina ]]></title><description><![CDATA[Sobre personagens profissionais e a pessoa que insiste em existir]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/o-que-sobra-quando-o-papel-termina</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/o-que-sobra-quando-o-papel-termina</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Mon, 19 Jan 2026 11:55:29 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/5de9ce2b-3a82-44a5-8784-05145ec375eb_1600x896.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Por muitos anos me apresentei como Renata Seldin, engenheira de produ&#231;&#227;o, doutora, executiva de empresa. Era um aposto explicativo t&#227;o encrustado no meu ser que j&#225; dava para tirar as v&#237;rgulas e transformar tudo num grande nome.</p><p>Percebi isso em 2023, antes mesmo do meu sab&#225;tico, e demorei para achar quais eram as coisas que me definiam al&#233;m da minha profi&#8230;</p>
      <p>
          <a href="https://www.renataseldin.com.br/p/o-que-sobra-quando-o-papel-termina">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Os dois lados da mesma moeda]]></title><description><![CDATA[Existe uma m&#250;sica, cantada pela Maria Rita, que gosto muito, chamada &#8220;Chegadas e Despedidas&#8221;.]]></description><link>https://www.renataseldin.com.br/p/os-dois-lados-da-mesma-moeda</link><guid isPermaLink="false">https://www.renataseldin.com.br/p/os-dois-lados-da-mesma-moeda</guid><dc:creator><![CDATA[Renata Seldin]]></dc:creator><pubDate>Sun, 28 Dec 2025 02:13:55 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!M01B!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F89728b83-1a32-4917-a7a5-97ae7c23360d_2784x1504.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma m&#250;sica, cantada pela Maria Rita, que gosto muito, chamada &#8220;Chegadas e Despedidas&#8221;. Al&#233;m da bel&#237;ssima e comovente interpreta&#231;&#227;o da artista, a letra &#233; de uma sensibilidade genial. A hist&#243;ria se desenvolve em uma plataforma de trens, onde eles chegam e partem levando pessoas. Como estou eu, nesse momento, dentro de um avi&#227;o, voltando do encontro&#8230;</p>
      <p>
          <a href="https://www.renataseldin.com.br/p/os-dois-lados-da-mesma-moeda">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item></channel></rss>