Desde que meus pais morreram, em 2020 e 2021, quando comecei a entender melhor as perdas no caminho e o luto, descobri que nasci com uma espécie de vazio emocional, um defeito biológico: um órgão a mais. Não é tipo um apêndice, que não serve para quase nada, nem um baço ou uma vesícula, que têm lá suas funções, mas dos quais dá para viver sem. Ou ainda …
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